26. (CESGRANRIO– PETROBRAS– ADMINISTRADOR/2012)

Uma empresa que atua no setor químico, em processo de expansão nacional, está planejando abrir uma nova unidade fabril para atender a uma demanda regional muito distante de onde se encontra a instalação da fábrica atualmente.
A administração dessa empresa está ciente de que a nova unidade atenderá parcialmente ao problema da distância de seus principais clientes.
Para que a alta administração da empresa possa fazer uma análise correta em seu processo de planejamento, ela deverá considerar o(a)

(A) estágio do ciclo de vida dos produtos que fabricará para atender ao mercado local.
(B) sistema de controle operacional a ser utilizado na nova unidade.
(C) custo de implantação da nova unidade e a legislação ambiental local, já que são elementos que podem inviabilizar a instalação da nova unidade.
(D) malha rodoviária local para distribuição de seus produtos, já que produtos químicos só podem ser distribuídos por via rodoviária.
(E) legislação tributária local, porque ela limita as atividades da indústria química em várias regiões.

COMENTÁRIO

Se notarmos, sempre que fazemos uma análise de viabilidade, uma análise de qualquer fator, principalmente ligado a abrir ou ampliar uma empresa, os valores a serem considerados para critério de aceitação ou não do projeto serão sempre monetários, pois é o mais fácil de ser mensurado e o que, efetivamente, todas as empresas trabalham.

Quando se vai decidir entre abrir outra unidade fabril ou ampliar a atual, o que se leva em consideração são sempre os custos. O atendimento de uma demanda, seja ela qual for, é a mensuração de receita que entraria, que é unidade monetária.

Nessa questão, o que ele está querendo é o que se deve considerar para montar uma fábrica para atingir parcialmente uma demanda existente em um local bastante longe. Se formos analisar friamente, teríamos que comparar o custo de frete e estoque no local, pois para vender e não faltar produtos esses serão os maiores custos, com os custos de implatação da fábrica no local desejado.

Na primeira opção, teríamos que ver os custos de frete, o tempo de entrega, pois produtos químicos podem ser perecíveis e os custos de armazenamento, aluguel (ou compra) do armazém, custo da preparação do armazém para receber os produtos.

Na segunda, montar a fábrica, temos que levar em conta custo da implatação (terreno + construção de toda a planta), local, pois os resíduos químicos são muito específicos e devem ser descartados em local adequado de acordo com a legislação ambiental, que já existe nacional, mas cada localidade pode fazer a sua específica seguindo os parâmetros nacionais, além do local ser perto suficiente da nova demanda, que geralmente é feito lá na logística pelo método do centro de gravidade.

Analisando as opções:

(A) estágio do ciclo de vida dos produtos que fabricará para atender ao mercado local. – Essa não precisa falar nada, é até meio absurdo achar que o ciclo de vida tem a ver com a instalação de uma nova planta. Ciclo de vida está na programaçãode marketing.

(B) sistema de controle operacional a ser utilizado na nova unidade. – Isso não é um fator de decisão se abrirá ou não uma nova unidade fabril, é uma decisão de qual será o sistema e pronto.

(C) custo de implantação da nova unidade e a legislação ambiental local, já que são elementos que podem inviabilizar a instalação da nova unidade. – Essa é a resposta. O custo da implantação deve ser levado em consideração, como foi colocado lá em cima, e calcula custo da aquisição do terreno e de construção da planta em si. A legislação ambiental pode inviabilizar também, pois no caso de uma indústria química cada cidade, cada localidade, pode limitar através dessa legislação a ação.

(D) malha rodoviária local para distribuição de seus produtos, já que produtos químicos só podem ser distribuídos por via rodoviária. – A malha rodoviária pode influenciar na decisão, mas o que deixa aqui errado é a segunda parte, dizendo que produtos químicos só podem ser distribuídos por via rodoviária.

(E) legislação tributária local, porque ela limita as atividades da indústria química em várias regiões. – A legislação tributária pode deixar mais cara uma determinada atividade, como acontece com a indústria do cigarro, mas não limita, ela não pode proibir uma atividade. A ambiental pode, a tributária não.

RESPOSTA LETRA C

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