43.(CESGRANRIO – TRANSPETRO – ADMINISTRADOR/2012)

À procura de novas oportunidades de atuação em mercados internacionais, a empresa ZYX encontrou uma forma de atuar na Índia. Para tanto, a ZYX concedeu o uso do processo de fabricação de seus produtos a uma empresa indiana. Em troca, receberia o pagamento de uma taxa de 20% sobre o faturamento mensal dos produtos ZYX na Índia.

A forma de ingresso no mercado internacional escolhida pela ZYX é denominada

(A) exportação indireta
(B) exportação direta
(C) investimento direto
(D) licenciamento
(E) joint-ventures

COMENTÁRIO

Vamos explicar todas as modalidades de exportação para que não restem mais dúvidas em futuras questões sobre o assunto:

EXPORTAÇÃO INDIRETA: Geralmente as empresas começam com a exportação indireta, ou seja, a venda é realizada e administrada por um terceiro exigindo menor risco e investimento, consequentemente menor retorno. Ainda, esse tipo de exportação pode agregar maior conhecimento à empresa que está começando junto ao seu intermediário para que no futuro possa atuar no mercado externo por conta própria. Os principais tipos de intermediários são:

  • Comercial exportadora – Empresa exportadora estabelecida no próprio país que compra do fabricante nacional e revende no exterior. Neste caso, a empresa exportadora é a intermediária, portanto, dispensa o fabricante de ter registro como exportador. Este é o caso em que ele tem o menor envolvimento com o processo.
  • Cooperativas – Essa forma é muito usada por produtores de bens primários: frutas, castanhas etc. São organizações criadas pelas empresas para prestar serviços ao conjunto diluindo assim os custos. Assim, as cooperativas realizam atividades de exportação em nome de vários fabricantes ou produtores.
  • Agente exportador interno – Profissional estabelecido no próprio país que busca compradores no exterior ganhando comissão pelas vendas efetuadas. Normalmente, a empresa contratante deve se certificar de que ele tenha conhecimento do mercado em que se pretende atuar e bons contatos. O fabricante é que figura como exportador, precisando assim ter registro como tal. Implica em maior envolvimento do fabricante que no caso anterior, pois é o responsável pela administração da exportação.
  • Empresa de administração de exportação – Administra as atividades de exportação da empresa, mediante remuneração. A remuneração pode ser um valor fixo, um percentual da venda ou uma composição (parte fixa mais variável). Como no caso anterior quem figura como exportador é o fabricante, no entanto, neste caso o prestador do serviço assume a administração do processo de exportação.

EXPORTAÇÃO DIRETA: as empresas realizam sua própria exportação. Apesar dos investimentos e riscos serem maiores, a possibilidade de retorno tende a compensar. É necessário maior know-how para realizar essa tarefa já que conhecimentos a cerca de apoio a promoção, apoio técnico logístico, grande segurança quanto às exportações, desembaraços burocráticos e legislação serão necessários. Existem diversas maneiras para realizar a exportação direta:

  •  Departamento ou divisão interna de exportação – dentro da própria empresa é realizada a subdivisão em um departamento de exportação que realiza todas as atividades.
  • Filial ou subsidiária de vendas no exterior – instalação de uma filial no exterior que realiza as vendas com possibilidade de realizar a distribuição, podendo também ser utilizada como canal de serviços ao consumidor e centro de exposição.
  • Representantes viajantes de exportação – A empresa pode enviar representantes internos, de tempos em tempos, ao exterior para fazerem negócios.
  • Distribuidores ou agentes no exterior – os distribuidores são agentes autônomos que compram a mercadoria por conta própria e vendem no exterior em nome da empresa. Além disso, podem dar maior suporte ao comprador sem exigir esforços da empresa.

INVESTIMENTO DIRETO: Esta é a forma de participação no mercado exterior que requer o maior comprometimento do capital, exigindo inclusive esforços gerenciais de grande dimensão. O investimento em instalações de fábricas pode se dar através da construção de uma nova unidade no exterior ou pela aquisição de uma unidade local à medida que uma empresa ganha experiência em exportação e o mercado externo parece vantajoso ter instalações no exterior. A principal desvantagem é a exposição de um grande investimento aos riscos impostos pelo próprio ambiente político-econômico do país receptor. Este é o caso de multinacionais que se instalam em um país como a China, onde a mão de obra é barata. Nestes casos até para reduzir ou fechar suas operações, pode sair caro, uma vez que o país que recebeu o investimento pode exigir, por exemplo, o pagamento de indenização aos empregados.

LICENCIAMENTO: A empresa licenciadora (fabricante original) atribui à outra pessoa ou empresa no exterior o direito de fabricar, montar, ou utilizar, de qualquer outra forma, os produtos de sua marca. Com isso a empresa que recebe o direito repassa porcentagens, valores ou comissões sobre as vendas à empresa licenciadora.

JOINT-VENTURES: Consiste na união de interesses entre partes. Em sua forma mais conhecida, os investidores estrangeiros juntam-se aos investidores locais para criar um negócio local, onde dividem a propriedade e o controle. Funciona como uma parceira entre duas empresas para que seja criado e concretizado um projeto de comum interesse, assim que o projeto é finalizado a parceria acaba.

 

Voltando à questão, vimos que a empresa ZYX concedeu o uso do processo de fabricação de seus produtos a uma empresa indiana. Em troca, receberia o pagamento de uma taxa de 20% sobre o faturamento mensal, portanto, nesse caso, temos um evidente exemplo de Licenciamento que implica na concessão de direitos de fabricação, montagem ou qualquer utilização de sua marca a uma empresa no exterior.

RESPOSTA LETRA D

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